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Mundo da Mónica

"All is well in my world" Lousie Hay

Mundo da Mónica

"All is well in my world" Lousie Hay

Ter | 04.12.18

Não Custa Nada Perguntar

Mundo da Mónica

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Estamos naquela altura do ano, em que toda a gente anda maluca à procura da prenda de Natal para o marido, o filho, a amiga, a mãe e o pai e muitas mais. Andamos num rodopio nos centros comerciais feitos doidos à procura da prenda ideal e que muitas vezes não aparece, ou compramos tudo o que nos parece giro e fofo e acabamos por esquecer para quem estamos a comprar e as duvidas surgem.

Eu, no passado, tinha dificuldade em comprar para o meu pai e para a minha mãe, nunca sabia o que dar, nunca sabia o que queriam.

Mas este ano estou concentrada numa coisa, porque fez-se luz na minha linda cabecinha e achei por bem perguntar:

O que estás a precisar para eu te oferecer no Natal?

Já há algum tempo que me concentro nisto, na palavra precisar. Todos queremos imensas coisas, queremos tudo, o ser humano é insatisfeito por natureza, então o foco é no precisar.

A maioria das pessoas a quem já coloquei esta questão, achou estranho, inicialmente, mas tiveram muito mais facilidade em responder e dizer coisas tangíveis, nada de presentes impossíveis, se é que me faço entender. O constrangimento passa e as pessoas acabam por perceber que o precisar é diferente do querer, e que o que estão a precisar é aquilo que realmente querem porque lhes faz falta. E, não, porque acharam graça.

Claro, que existe sempre aquelas pessoas que conseguimos surpreender, no meu caso são os pequenos cá de casa e a minha irmã mais nova.

Com as pessoas que são mais difíceis, e pergunto o que precisam, e a resposta é: 

Nada

O que acontece muitas vezes, opto por experiências, não precisa de ser nada muito elaborado, já cheguei a oferecer massagens, ou um jantar num restaurante novo, uma manicura, inúmeras coisas. A imaginação é um poço sem fim.

Aconselho que este Natal que,em vez de andarem a comprar coisas que não têm a certeza se a pessoa vai gostar, perguntem, até posso dizer que um bocadinho de atenção nas conversas banais do dia-a-dia apanhamos aquilo que a pessoa está a precisar, mas, sinceramente, não custa nada perguntar, pois não?