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Mundo da Mónica

"All is well in my world" Lousie Hay

Mundo da Mónica

"All is well in my world" Lousie Hay

Seg | 22.10.18

O Momento de Parar

Mundo da Mónica

Todos sabemos que o nosso corpo tem a sua forma de nos dizer que não estamos bem.

Não falo de constipações, dores de garganta ou varicela, obviamente.

Falo do psicológico.E o psicológico é que manda nisto tudo, acho que todos sabemos. Já estava há vários meses a sentir-me mal, a ansiedade era constante e pequenas crises de ansiedade e ataques de pânico, começavam a ser diários. Já não dormia de forma decente há vários meses, numa semana boa dormia duas ou três noites. Nem quando tive os meus filhotes foi assim.

Eu sabia que tinha parar, mas não sabia como.

No meu local de trabalho estamos com falta de pessoal, como é que eu ia parar? Uma noite acordei com taquicardia, no dia seguinte de trabalho e o stress do mesmo dei por mim a não aguentar a pressão e desabei.

Sim chorei em publico da forma mais discreta que consegui, uma pessoa ou outra viram, mas não me julgaram, acho que até entenderam.

Tive de tomar uma decisão, marquei uma consulta, receava o que a médica fosse dizer, pensei que não fosse entender, mas depois de uma longa conversa e de me prescrever um batalhão de exames que vou fazer esta semana, ela disse:

Não estás com uma depressão apesar de estares a chorar desde o momento em que te perguntei o que se anda a passar e sim está esgotada, não és o pior dos casos, é um pequeno esgotamento nervoso e vais ter de parar por uns tempos.

 

Eu sabia que ela tinha razão, mas eu só pensei nos problemas que isso podia causar, como ia ser o meu salário, como ia ser no trabalho, apesar de ninguém ser insubstituível, e a maior  questão foi: vou ficar em casa para descansar?! Para colocar meses de sono em dia? Isso é possível?

 

Tenho uma baixa de 12 dias, estou medicada para conseguir dormir, o telefone da empresa toca sem parar, o pc está à entrada como se fosse um doce à espera que eu o abra para espreitar o que anda a ser feito.

Não o faço, as chamadas são rejeitadas e neste  momento de paragem só tenho uma escolha:

 

Tenho de cuidar de mim.

 

Cuido da minha amada família, ignorando tudo o que  sinto e preciso, mas durante estes dias antes de todos chegarem a casa, eu cuido de mim, porque pela primeira vez percebi que também tenho de o fazer.

 

Já passaram por algo semelhante?